Prefeitura do Rio constrói Parque Olímpico Cidade do Rock em APA (área de proteçao ambiental) próximo a região do Autódromo de Jacarepaguá
Após a tragédia na região serrrana, muito se tem falado sobre a reação da natureza em função da ocupação irregular das encostas. Como sempre, a culpa recai sempre nos mais fracos: os pobres!
Mas, não são só eles que infringem a legislação e por falta de opção ocupam estas áreas de forma irregular. Em total desrespeito a legislação ambiental que determina que a vegetação de manguezal deve ser preservada, a prefeitura já aterrou grande parte da faixa marginal de proteção da Lagoa de Jacarepaguá, como atestam as fotos acima. Se tivesse agindo em acordo com a lei, qualquer intervenção nesta área deveria ter sido precedida de EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental seguido de Relatório de Impacto Ambiental).
Localizada bem perto, está a comunidade de Vila Autódromo que será removida, justamente, por ocupar uma área de proteção ambiental. São dois pesos e duas medidas? Ou será que mais uma vez vão adotar a máxima de que só pobre viola a lei.
E o Autódromo? Cuja destruição anunciada, nem desculpa tem. Sob o princípio de que tudo tem que ser negociável, querem destruir o que está pronto para entregar o terreno às construtoras…
É um absurdo a realização deste evento tão próximo a Lagoa de Jacarepaguá. Apesar da poluição, algumas espécies ainda habitam aquele local e serão expulsas pelo barulho e pela poluição que será gerada pelo evento. Nada mais anti-ecológico em plena era de aquecimento global!
Em um seminário realizado em 2010 em São Paulo sobre os impactos que os eventos esportivos trarão, já se alertava que estes criarão no Brasil um “estado de exceção” e que a vida da população, principalmente os mais pobres piorará muito. Segundo o professor Carlos Vainer, da UFRJ vai haver: a suspensão das leis para que os negócios prosperem, a “cidade de exceção”, do predomínio da “flexibilidade”, das “normas especiais para os acordos com as conveniências do momento”, “não há partidos, não há democracia representativa burguesa, não há parlamento”, o que há são as PPPs (Parcerias Público Privado), o que há é “a ditadura direta do capital nacional e internacional.
Como podem ver, aqui no Rio este processo já começou há muito. Esta semana a Câmara de Vereadores aprovou o novo Plano Diretor do município que praticamente acaba com o PEU da região. Para o vereador Eliomar Coelho, este novo plano é uma farsa.
O que a população da cidade do Rio de Janeiro precisa decidir é se vale a pena o sacrifício…










Estou cansada desses hipócritas endinheirados que tem o olho maior que a cara. Não se contentam com o que tem. Eles são de carne e osso, igualzinho aos que consideram pobres, e quando morrerem, o que roubam de nós não poderão levar. Para que tanta perversidade e egoísmo?
Na verdade os capitalistas que querem tudo para si , são os verdadeiros pobres de espírito.
jane
Julho 1, 2011 em 12:08 am
O que temos é a “cidade mercadoria”, é a cidade da indústria da ilusão, a cidade dos jogos de azar, para políticos, empresários, burocratas, juristas, artistas a cidadade da divesão, para as comunidades a cidade de exceção. O que as comunidades de trabalhadores não têm
é igualdade de direitos, segurança social, segurança da posse, saneamentos básico, saúde social, educação e transporte público de qualidade. A ele cabe trabalhar e pagar a conta pública.Inalva
inalva mendes brito
Fevereiro 9, 2011 em 12:24 am