Autódromo de Jacarepaguá: Patrimônio do Esporte Brasileiro

Memória viva do Autódromo de Jacarepaguá

Archive for Setembro 2010

O que esperar para 2016?

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Segundo reportagem do jornal O Globo os investimentos tendo em vista os Jogos Olímpicos de 2016 somam aproximadamente 4 bilhões de reais. A população deveria lucrar com os investimentos em infraestrutura da cidade, como urbanização e transporte, caso sejam bem planejados e atendam aos anseios dos cidadãos. Mas, nem sempre isto acontece.  Para que isto se torne realidade seria preciso seriedade para gerir estes recursos, evitando a euforia e a roubalheira generelizada que aconteceu no PAN 2007.

Em 2007 a infraestrutura de transporte se restringiu à pintura de faixas preferenciais de cor laranja no asfalto e o chamado legado se resumiu à construção e reforma dos estádios: Maracanã, João Havelange, Arena, Maria Lenk e Velódromo. Estes três últimos que mutilaram o Autódromo de Jacarepaguá foram entregues a toque de caixa, ficando faltando algumas adequações. Segundo o relatório do Tribunal de Contas do Município algumas das prometidas adequações não foram feitas na ocasião em que estes estádios foram concedidos ao HSBC e ao COB. Hoje, passados 3 anos a situação é a mesma. É o caso da rampa definitiva da Arena que ainda não foi construída e acarreta ao HSBC uma multa de R$40 mil reais/mês. Também é lamentável o estado da piscina aquecida do Maria Lenk e o péssimo estado de conservação da pista de madeira importada do Velódromo. Enfim, os relatórios de cada um desses estádios apresentados pelo TCM mostram fotos que comprovam este descaso com o dinheiro público (para mais detalhes ver link acima).

Porém, o maior dos absurdos é que a contrapartida exigida pela Prefeitura ao COB para a ceder o Maria Lenk e o Velódromo nunca foi cumprida. Trata-se da destinação de uma parte das atividades e/ou dias de utilização para promoção de atividades e eventos esportivos que incentivem à prática de desportos de relevante valor social. Ou seja, o compromisso de fomentar o esporte de base. O COB alega problemas de organização da Secretaria de Educação do Município para esconder sua própria incopetência. UMA VERGONHA!

Se o COB não consegue cumprir nem esta cláusula, o que podemos esperar para 2016?

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26 de Setembro de 2010 at 22:50

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Paes chama para si responsabilidade sobre as obras

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Em notícia do jornal O Globo no dia 08/09, o  Prefeito Eduardo Paes disse que os empreendimentos para Rio 2016 devem passar pela prefeitura e pelas secretarias responsáveis. Segundo ele muita gente tem planos e projetos. Isto confirma a nossa tese  sobre a insistência de algumas pessoas (Sr Nuzman  e  seus amigos empreiteiros) quererem a área do Autódromo. Mas, não basta encomendar um ante projeto que custou milhões para se tornar o dono daquela área. Esta idéia bastante simplória parece ter caído por terra com este decreto que o prefeito manda publicar esta semana que dificultará um pouco as coisas.

Mas, ainda falta muito para que este estapafúrdio anteprojeto encomendado seja varrido de vez.  Se a vontade da prefeitura é optar por projetos autossustentáveis ao invés de construir um novo autódromo em Deodoro, deveria preservar e melhorar a pista, destruindo apenas a área dos boxes e construindo as instalações necessárias  a sua volta. Assim, estaria praticando a filosofia dos 3Rs: reduzindo custos, reutilizando o que já existe e está em bom estado e reciclando apenas o que é necessário.

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10 de Setembro de 2010 at 18:40

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Façam o seu protesto!

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Quando no dia 02 de setembro o jornal O GLOBO publicou reportagem de Luis Ernesto Magalhães sobre  o absurdo das licitações para os projetos complementares ao Parque Olímpico da Cidade tendo em vista os Jogos Olímpicos de 2016, choveram portestos de todos os lados. Resultado: o comitê organizador dos jogos cancelou o processo de licitação. Ver em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/09/08/rio-2016-comite-organizador-cancela-processo-de-licitacao-que-causou-polemica-entre-arquitetos-917581236.asp

Ontem o referido jornal publicou foto da maquete do futuro??? autódromo em Deodoro exaltando o projeto. Entre outras sandices atribuem uma declaração ao sr Djalma presidente da FAERJ sobre um suposta futura autossustentabilidade do novo autódromo. Surgem indagações difíceis de serem respondidas, como: porque não fizeram de Jacarepaguá um autódromo autosustentável? Porque é preciso destruir um para construir outro?

E, para aumentar a nossa perplexidade o referido jornal afirma que estes estudos foram encomendados pelo atual secretário nacional de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, que está para mudar de funções, pois será o futuro presidente da Empresa Brasileira de Legado Esportivo.  Povo do esporte brasileiro, este Ricardo Leyser é o mesmo que responde a inquérito administrativo pelo TCU pela má administração das verbas do PAN 2007. Mas, será que ninguém vê isto?

Aqueles que enxergam o que está por vir deveriam  protestar, como fizeram os arquitetos em relação a licitação mencionada acima. Este ano é ano leitoral e ainda dá tempo de sustar estes absurdos com o nosso dinheiro. Com tanta gente boa no meio esportivo, este cara não deveria presidir nada.

O link para a notícia é http://oglobo.globo.com/rio/rio2016/mat/2010/09/08/autodromo-novo-espaco-tera-pista-de-mais-de-4-700-metros-bares-restaurantes-10-mil-vagas-917586366.asp

Written by Pescador de informação

9 de Setembro de 2010 at 19:59

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