Autódromo de Jacarepaguá: Patrimônio do Esporte Brasileiro

Memória viva do Autódromo de Jacarepaguá

Archive for Fevereiro 2011

As negociatas por trás da insistência em destruir o Autódromo de Jacarepaguá

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É estarrecedor o que pode ser visto em relação à região do Autódromo, através das imagens do Google Earth[1].

As imagens de 2006 mostram as obras realizadas no Autódromo tendo em vista o PAN de 2007. Mas, apontam também que do outro lado da lagoa já havia uma enorme devastação.  Era para a construção  dos condomínios: Espacio Laguna, Quintas do Lago e  de um terceiro que se iniciava, o Del Lago.

Avançando no tempo, as imagens de 2009 mostram numa área próxima destes condomínios, a retirada de uma enorme área da vegetação de mangue pertencente ao futuro lançamento do Condomínio Alphaville.

No post anterior as imagens mais recentes da região que são de aproximadamente um ano atrás. Elas mostram além do que já foi mencionado, uma clareira no local destinado ao Parque Olímpico Cidade do Rock.


[1] Em sua versão 6.0 este aplicativo permite através do recurso imagens históricas visualizar um determinado local exatamente como era alguns anos atrás.

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27 de Fevereiro de 2011 at 14:23

Continuação: As negociatas…

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Esta sequência de imagens mostra claramente o que vinha sendo planejado pela Prefeitura e pelas construtoras para  a região, desde então. Tomaram Miami como modelo e projetaram condomínios luxuosos cuja infra-estrutura seria bancada pela Prefeitura. Estas incorporadoras prometeram várias “melhorias”para seduzir o consumidor a comprar os apartamentos e lotes, como a criação de um parque, o Parque da Lagoa com cais para as lanchas e tudo mais. Assim, os terrenos desta área alcançaram preços estratosféricos, os  mais baratos tiveram o preço fixado em torno de R$ 600.000,00.

Porém, para estas incorporadoras que negociaram e baraganharam áreas públicas, ainda havia um obstáculo a vencer: o Autódromo na outra margem, cujo barulho eventual incomodava os moradores  e a favela de Vila Autódromo. E, apesar das diversas tentativas em conluio com o poder público municipal, não conseguiram seu intento na ocasião do PAN 2007.

Assim, elaboraram novos planos para a região e a candidatura do Rio de Janeiro à sede dos Jogos Olímpicos 2016 veio a calhar. A avalanche de leis e decretos municipais que vieram a seguir, inclusive o novo Plano Diretor, comprovam que a insistência em destruir o Autódromo de Jacarepaguá, é apenas uma consequênccia disto.

A história da ocupação da Barra da Tijuca, mostra que Prefeitura Municipal do Rio, nunca esteve preocupada em preservar o Meio Ambiente. Se estivesse, há muito teria dotado a região que vai do Jardim Oceânico ao Recreio de infra-estrutura apropriada e rede de esgoto sanitário. Mas, se interessou em barganhar terras públicas para construção de mega-condomínios que nem sempre obedeceram aos padrões mínimos estipulados e que ainda continuam lançando seus efluentes diretamente nas lagoas e córregos da região.

Os leitores deste blog que quiserem se adiantar e apurar esta insistência da Prefeitura em querer destruir o atual autódromo pronto e  funcionando para construir outro, devem buscar respostas para as seguintes perguntas:

1- Quais as construtoras que foram benficiadas na época? Algumas, mudaram até de nome, outras continuam a se beneficar de favores como: a troca de terrenos por infra-estrutura.  Na verdade, acabam não realizando estas melhorias e ainda culpam a Prefeitura. Como é o caso da AGENCO que construiu a Vila do Pan.  Este fato se encontra detalhado na matéria publicada no Caderno Barra de 17/02/2011 do Jornal O Globo.

2- Para que partido(s) estas empresas, fizeram doações  nas eleições para os cargos executivos municipal e estadual?

3- Partindo do princípio que não poderia haver licenciamento para estas obras localizadas em APPs (Áreas de Preservação Permanente). Como tem sido os processo de licenciamento das mesmas? Isto é, quais os recursos e subterfúgios utilizados, quem sãos os envolvidos direta e indiretamente  nestes processos, quem julga, quem assina, etc.

4- Façam também um retrospecto no tempo. A quem pertenciam os mencionados terrenos  e desde quando? A particulares ou ao Estado do Rio de Janeiro, como é o caso do Autódromo. Como estes terrenos passaram para a mão destas construtoras?

Assim, aparecerão os vários motivos ocultos que alimentam esta questão.  Quem conseguir alguma destas respostas envie aqui para o blog que também continuará a buscá-las e publicá-las. Vocês devem se perguntar, com tanta gente morrendo nas filas dos hospitais, quem é que vai se preocupar com isto a não ser uma meia dúzia de automobilistas saudosistas, como nós.

Por enquanto há impunidade…. Mas, muita coisa mudou com a Internet e com as redes sociais, o Wikileaks é um exemplo disto.  Não será apenas o voto que manterá as sociedades democráticas. Daqui para frente, os políticos devem se preocupar com estes pequenos deslizes. Afinal, quem mistura administração pública com negócios privados  correrá mais riscos. O principal deles, é que a verdade virá à tona mais rapidamente!

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27 de Fevereiro de 2011 at 14:17

QUE LEGADO É ESTE?

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Este é mais um capítulo da série sobre o legado que os Jogos Olímpicos 2016 irão deixar para a cidade do Rio de Janeiro. Vejam a foto abaixo e tentem saber onde fica este lugar.

Embora pareça um manguezal do litoral baiano, esta foto foi tirada na cidade do Rio de Janeiro às margens da Lagoa de Jacarepaguá. Mais precisamente de frente para o local onde será instalado o Parque Olímpico Cidade do Rock. Agora, vejam a sequência de fotos a seguir e o que estão fazendo para destruir um dos raros remanescentes de manguezal em área urbana.

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24 de Fevereiro de 2011 at 16:12

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Continuação… QUE LEGADO É ESTE?

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Pelo Twitter alertei ao Sr. Carlos Minc, atual Secretário Estadual de Meio Ambiente e vejam o que respondeu em 19 de fevereiro último: @AutodromoRio qualquer obra diminui a permeabilidade num trecho. reflorestando milhões de mudas ampliamos a produção e a retenção de água. O que será que ele quer dizer: que precisamos destruir o que a natureza levou anos para criar, para fazer reflorestamento?

Agora vejam na próxima sequência de fotos como eles estão fazendo esta obra. Este banco de areia que se vê ao fundo é altura onde fica o nivelamento do solo. Ou seja, eles já aterraram tudo isto em relação ao nível da lagoa. Como ficará o outro lado na época das chuvas?

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24 de Fevereiro de 2011 at 16:06

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Continuação… QUE LEGADO É ESTE?

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Mas, não julguem só pelo que estão vendo nestas fotos, passem lá para ver o que está acontendo com os próprios olhos. São mais de 50 caminhões diários de aterro, como mostram as próxima fotos, sendo despejados diariamente. Protestem contra este absurdo! Ajudem e questionem quais serão as consequências disto?

 

Written by Pescador de informação

24 de Fevereiro de 2011 at 13:43

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Prefeitura do Rio constrói Parque Olímpico Cidade do Rock em APA (área de proteçao ambiental) próximo a região do Autódromo de Jacarepaguá

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Após a tragédia na região serrrana, muito se tem falado sobre a reação da natureza em função da ocupação irregular das encostas. Como sempre, a culpa recai sempre nos mais fracos: os pobres!

Mas, não são só eles que infringem a legislação e por falta de opção ocupam estas áreas de forma irregular. Em total desrespeito a legislação ambiental que determina que a vegetação de manguezal deve ser preservada, a prefeitura já aterrou grande parte da faixa marginal de proteção da Lagoa de Jacarepaguá, como atestam as fotos acima. Se tivesse agindo em acordo com a lei, qualquer intervenção nesta área deveria ter sido precedida de EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental seguido de Relatório de Impacto Ambiental).

Localizada bem perto, está a comunidade de Vila Autódromo que será removida, justamente, por ocupar uma área de proteção ambiental. São dois pesos e duas medidas? Ou será que mais uma vez vão adotar a máxima de que só pobre viola a lei.

E o Autódromo? Cuja destruição anunciada, nem desculpa tem. Sob o princípio de que tudo tem que ser negociável, querem destruir o que está pronto para entregar o terreno às construtoras…

É um absurdo a realização deste evento tão próximo a Lagoa de Jacarepaguá. Apesar da poluição, algumas espécies ainda habitam aquele local e serão expulsas pelo barulho e pela poluição que será gerada pelo evento. Nada mais anti-ecológico em plena era de aquecimento global!

Em um seminário realizado em 2010 em São Paulo sobre os impactos que os eventos esportivos trarão, já se alertava que estes criarão no Brasil um “estado de exceção” e que a vida da população, principalmente os mais pobres piorará muito. Segundo o professor Carlos Vainer, da UFRJ vai haver: a suspensão das leis para que os negócios prosperem, a “cidade de exceção”, do predomínio da “flexibilidade”, das “normas especiais para os acordos com as conveniências do momento”, “não há partidos, não há democracia representativa burguesa, não há parlamento”, o que há são as PPPs (Parcerias Público Privado), o que há é “a ditadura direta do capital nacional e internacional.

Como podem ver, aqui no Rio este processo já começou há muito. Esta semana a Câmara de Vereadores aprovou o novo Plano Diretor do município que praticamente acaba com o PEU da região. Para o vereador Eliomar Coelho, este novo plano é uma farsa.

O que a população da cidade do Rio de Janeiro precisa decidir é se vale a pena o sacrifício…

Written by Pescador de informação

5 de Fevereiro de 2011 at 11:53

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