Autódromo de Jacarepaguá: Patrimônio do Esporte Brasileiro

Memória viva do Autódromo de Jacarepaguá

Continuação: As negociatas…

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Esta sequência de imagens mostra claramente o que vinha sendo planejado pela Prefeitura e pelas construtoras para  a região, desde então. Tomaram Miami como modelo e projetaram condomínios luxuosos cuja infra-estrutura seria bancada pela Prefeitura. Estas incorporadoras prometeram várias “melhorias”para seduzir o consumidor a comprar os apartamentos e lotes, como a criação de um parque, o Parque da Lagoa com cais para as lanchas e tudo mais. Assim, os terrenos desta área alcançaram preços estratosféricos, os  mais baratos tiveram o preço fixado em torno de R$ 600.000,00.

Porém, para estas incorporadoras que negociaram e baraganharam áreas públicas, ainda havia um obstáculo a vencer: o Autódromo na outra margem, cujo barulho eventual incomodava os moradores  e a favela de Vila Autódromo. E, apesar das diversas tentativas em conluio com o poder público municipal, não conseguiram seu intento na ocasião do PAN 2007.

Assim, elaboraram novos planos para a região e a candidatura do Rio de Janeiro à sede dos Jogos Olímpicos 2016 veio a calhar. A avalanche de leis e decretos municipais que vieram a seguir, inclusive o novo Plano Diretor, comprovam que a insistência em destruir o Autódromo de Jacarepaguá, é apenas uma consequênccia disto.

A história da ocupação da Barra da Tijuca, mostra que Prefeitura Municipal do Rio, nunca esteve preocupada em preservar o Meio Ambiente. Se estivesse, há muito teria dotado a região que vai do Jardim Oceânico ao Recreio de infra-estrutura apropriada e rede de esgoto sanitário. Mas, se interessou em barganhar terras públicas para construção de mega-condomínios que nem sempre obedeceram aos padrões mínimos estipulados e que ainda continuam lançando seus efluentes diretamente nas lagoas e córregos da região.

Os leitores deste blog que quiserem se adiantar e apurar esta insistência da Prefeitura em querer destruir o atual autódromo pronto e  funcionando para construir outro, devem buscar respostas para as seguintes perguntas:

1- Quais as construtoras que foram benficiadas na época? Algumas, mudaram até de nome, outras continuam a se beneficar de favores como: a troca de terrenos por infra-estrutura.  Na verdade, acabam não realizando estas melhorias e ainda culpam a Prefeitura. Como é o caso da AGENCO que construiu a Vila do Pan.  Este fato se encontra detalhado na matéria publicada no Caderno Barra de 17/02/2011 do Jornal O Globo.

2- Para que partido(s) estas empresas, fizeram doações  nas eleições para os cargos executivos municipal e estadual?

3- Partindo do princípio que não poderia haver licenciamento para estas obras localizadas em APPs (Áreas de Preservação Permanente). Como tem sido os processo de licenciamento das mesmas? Isto é, quais os recursos e subterfúgios utilizados, quem sãos os envolvidos direta e indiretamente  nestes processos, quem julga, quem assina, etc.

4- Façam também um retrospecto no tempo. A quem pertenciam os mencionados terrenos  e desde quando? A particulares ou ao Estado do Rio de Janeiro, como é o caso do Autódromo. Como estes terrenos passaram para a mão destas construtoras?

Assim, aparecerão os vários motivos ocultos que alimentam esta questão.  Quem conseguir alguma destas respostas envie aqui para o blog que também continuará a buscá-las e publicá-las. Vocês devem se perguntar, com tanta gente morrendo nas filas dos hospitais, quem é que vai se preocupar com isto a não ser uma meia dúzia de automobilistas saudosistas, como nós.

Por enquanto há impunidade…. Mas, muita coisa mudou com a Internet e com as redes sociais, o Wikileaks é um exemplo disto.  Não será apenas o voto que manterá as sociedades democráticas. Daqui para frente, os políticos devem se preocupar com estes pequenos deslizes. Afinal, quem mistura administração pública com negócios privados  correrá mais riscos. O principal deles, é que a verdade virá à tona mais rapidamente!

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Written by Pescador de informação

27 de Fevereiro de 2011 às 14:17

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