Autódromo de Jacarepaguá: Patrimônio do Esporte Brasileiro

Memória viva do Autódromo de Jacarepaguá

Novos escândalos envolvendo o cobiçado terreno do Autódromo

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Esta semana surgiu um novo desdobramento da questão que envolve a destruição do Autódromo de Jacarepaguá. Embora a empresa AECOM vencedora do concurso do projeto para o Parque Olímpico tenha previsto a permanência da comunidade da Vila Autódromo, o prefeito Eduardo Paes declarou desde o primeiro instante que a comunidade seria removida.
Assim, a Prefeitura dispensando o processo de licitação se utilizou de 3 empenhos diferentes para aquisição de um terreno na Estrada dos Bandeirantes tendo em vista o processo de remoção. O primeiro empenho foi no valor de 1 milhão e novecentos mil reais, o segundo no valor de 19 milhões e o último no valor de 19 milhões e novecentos mil reais.
Esta mudança de vírgula ou de um algarismo já estava difícil de ser explicada, mas, agora está complicado desfazer os rumores de que a empresa dona do terreno fez doações de campanha para Paes, e seus secretários Jorge Bittar, Carlos Minc, Pedro Paulo e Guaraná.
Enquanto isto, alguns vereadores tentam questionar juridicamente esta compra. O terreno de 85.000 m2 pertencia a Tibouchina Empreendimentos S.A. Esta empresa faz parte de uma companhia aberta de capital autorizado: a PDG Realty S.A. Empreendimentos e Participações . Estão no rol das controladas desta empresa, entre outras, as empresas Cyrela, CHL, Goldfarb, Klabin e o Grupo Rossi.
Investigar os doadores de campanha das últimas eleições e os negócios públicos realizados em nome de interesses privados pode ajudar a desatar alguns nós que envolvem a atual administração pública municipal. Sabemos que o interesse na destruição do Autódromo de Jacarepaguá está diretamente relacionado aos interesses destas empresas doadoras.
Ao apresentar o plano de negócios para a Olimpíada de 2016, Joaquim Levy*, secretário da Fazenda do Rio de Janeiro destacou que toda a cadeia produtiva da economia brasileira terá oportunidades de negócios decorrentes do evento. Segundo Levy, “O maior investimento é na construção do Centro Olímpico de Treinamento. Ele está sendo feito em cima do autódromo, ou seja, não foi preciso comprar o terreno”. Apesar da declaração, o terreno foi comprado e superfaturado.
Se não colocarem um freio já, os gastos para a viabilização deste parque ultrapassarão em muito às previsões mais pessimistas. E o pior, apesar disto, a cidade do Rio de Janeiro pode ficar sem nenhum autódromo.

  • * Citamos Joaquim Levy, pois o Prefeito Eduardo Paes ao destacar sua presença como representante do Governo do Estado no dia do do resultado do concurso do Parque Olímpico, o apresentou como quem de fato governa o Estado do Rio de Janeiro.
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    Written by Pescador de informação

    16 de Outubro de 2011 às 20:25

    Uma resposta

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    1. Meu amigo, tudo isso me deixou perplexo, pois tenho em meu poder o RGI do referido terreno que a prefeitura comprou por 19 milhoes e novecentos mil reais. Em 2003 foi vendido por R$ 550 mil reais para duas pessoas pagando cada uma 275 mil reais. Que valorização! 3.618% o que houve? O RGI esta errado? Acho que não, o endereço e o mesmo e a metragem tambem. Vamos ficar de olho e muito dinheiro nosso envolvido nessa maracutaia.

      jardel nazario

      1 de Novembro de 2011 at 17:58


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