Autódromo de Jacarepaguá: Patrimônio do Esporte Brasileiro

Memória viva do Autódromo de Jacarepaguá

Archive for the ‘Parque Olímpico’ Category

Luto e silêncio!

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Depois de mais de dois anos sem nenhuma nova postagem no blog, justificado pelo luto da perda de um dos melhores autódromos do mundo, resolvi dar uma atualizada em algumas páginas. Faço isto porque tenho guardados alguns arquivos importantes que ajudarão àqueles que queiram continuar a falar do Autódromo de Jacarepaguá, conhecer a estratégia de marketing imobiliário que envolve o Projeto Olímpico da cidade do Rio de Janeiro e a verdadeira história do Parque Olímpico da cidade do Rio de Janeiro.

Assim, graças aos novos recursos disponibilizados pelo WordPress que agora permitem o acesso ao formato PDF, sem que o blogueiro tenha que pagar mais por isto, comecei a disponibilizar alguns destes arquivos. Para quem se interessar na página Denúncias e documentos importantes já podem ser encontrados alguns deles como, a minuta do Edital do Parque Olímpico e outros.

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Vídeo sobre o Autódromo de Jacarepaguá

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Written by Pescador de informação

8 de Agosto de 2012 at 10:56

Prefeito diz que é “absurdo demolir o Velódromo”. Será que ele não sabia?

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Ontem o Prefeito Eduardo Paes declarou-se contra a demolição do Velódromo e empurrou para o COI a decisão de destruí-lo ou não. Segundo ele, não se pode destruir  algo que custou 14 milhões, dinheiro desta cidade. Mentira deslavada, alegar que não tinha conhecimento anterior deste fato e atribuir a culpa única e exclusivamente ao COI.

A destruição do Velódromo e do Autódromo de Jacarepaguá já estavam programadas e previstas pelo edital do Concurso do Parque Olímpico.

Em um post anterior, Absurdo! Apenas duas instalações do Parque Olímpico serão permanentes, mostramos em detalhes o motivo pelo qual o Velódromo sairá: a construção de uma marina que ligará  um margem a outra da lagoa de Jacarepaguá. Do outro lado já existem condomínios como Alphaville, Quintas do Lago cujos terrenos  foram vendidos com a promessa de que um dia haveria uma marina e uma ponte ligando as duas margens. Do lado que fica o autódromo, após 2016 serão erigidos condomínios deste tipo. Como esta verdade é indecente, a Prefeitura do Rio e o COB estão dando a desculpa de que tanto o autódromo quanto o velódromo  estão obsoletos.

Como este blog pretende ser um arquivo  vivo desta destruição programada, caso não encontrem estes documentos nos links mencionados pelo post, podem escrever uma mensagem nos comentários que enviaremos.

Não percam o próximo post sobre os verdadeirros custos das instalações do PAN.  Teriam sido gastos  só 14 milhões com o Velódromo?

Written by Pescador de informação

16 de Julho de 2012 at 17:22

Absurdo! Apenas duas instalações do Parque Olímpico serão permanentes

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O Prefeito Eduardo Paes dando prosseguimento a sua missão de destruir o Autódromo de Jacarepaguá assinou um decreto desafetando o uso daquela área. Não se sabe se foi apenas um factóide, já que o terreno está registrado em nome da Caixa de Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Fizemos abaixo uma análise detalhada do projeto do Parque Olímpico a fim de expor os principais motivos pelos quais o governo Federal não deve ceder às pressões do senhor Prefeito e das empreiteiras deste consórcio, pois o que se pretende fazer com a área é algo totalmente ilegal e descabido. Trata-se da destruição de um circuito histórico e de um Velódromo recém construído para dar lugar a apenas duas instalações permanentes: um outro velódromo e a uma pista de atletismo descoberta.

Segundo o pré-projeto da candidatura do Rio às Olimpíadas de 2016, as instalações que seriam construídas no Parque Olímpico eram a princípio, um Centro Olimpico de Treinamento  e  um Centro de Mída. Isto foi modificado após alguns meses, depois da campanha pró Porto Maravilha e de algumas visitas do COI, a Prefeitura do Rio resolveu que  o Centro de Mída  iria para a região do porto.

No edital do concurso do Parque Olímpico estavam previstos a construção de um Centro Olimpico de Tênis, um Centro Aquático Olimpico, uma área de recreação, uma praça para patrocinadores, um estacionamento para 3500 automóveis, além da remodelação da Arena Multiuso[1] e do Maria Lenk.

O projeto vencedor do concurso feito pela AECOM, seguindo o edital, apresentou 3 versões para instalações na área do Autódromo: a primeira  chamada de modo jogos, uma segunda versão que podemos chamar de intermediária e ainda uma terceira versão: modo legado. No modo intemediário algumas instalações sairiam para dar lugar a prédios residenciais da versão final do Parque: o chamado “legado”.

Assim, além das instalações existentes, o Maria Lenk e a Arena Multiuso,  na versão legado permaneceriam apenas um novo Velódromo e uma pista de atletismo descoberta. O Centro Olimpico de Treinamento, teria uma grande parte removida na versão legado.

Pelo projeto no lugar do Velódromo ficará o Centro Olimpico de Tênis. Nele estão previstos uma quadra maior para 10.000 espectadores e  6 quadras de treinamento menores. Vejam quanto desperdício:  esta quadra maior foi projetada exatamente no local do atual Velódromo, construído para o PAN 2007 e de acordo com o edital será demolido em 2013. Esta farra do se constrói hoje para demolir amanhã está prevista em edital homologado pelo IAB e pela Prefeitura do Rio.

O verdadeiro motivo deste Parque Olímpico é doar estas cobiçadas terras públicas ao consórcio de empreiteiras.  O fato do atual Velódromo dar lugar a uma  quadra de Tênis é apenas um pretexto planejado em Edital público. No modo pós-jogos,haverá uma marina e uma ponte ligando este lado ao outro da lagoa e o atual  Velódromo fica exatamente em frente a este local estratégico. Tanto assim que o edital prevê que após 2016 a quadra de tênis também será destruída, provavelmente para dar acesso à marina que ligará o “futuro condomínio” construído no terreno do autódromo aos condomínios do outra margem.

As imagens  abaixam mostram claramente como a quadra de Tênis que aparece no modo jogos será eliminada no modo legado.

A quadra de tênis para 10.000 espectadores

Prédios no lugar da quadra de tênis para 10.000 espectadores.

Todas as outra instalações serão provisórias:

– 2 quadras de hóquei;

– Um centro aquático com piscina de padrão Olímpico usando tecnologia de última geração;

– Uma área de lazer;

Aqui está o link para o Masterplan completo.

Vejam a imagem abaixo e imaginem o custo destas instalações provisórias que se utilizam de estruturas metálicas com paredes infláveis. Não esqueçam que o custo de todas elas ficará a cargo do Governo Federal. Aos empreiteiros do consórcio vencedor cabem apenas as obras de infra-estrutura.

Esta é uma verdadeira farra com o dinheiro público: encomendaram um projeto a um escritório de arquitetura estrangeiro, mascararam este fato com um concurso e ainda premiaram este projeto com 150 mil reais. Tratam com total escárnio a coisa pública e fica fácil entender como os Megaeventos se transformaram na maior oportunidade de premiar seus amigos empreiteiros doadores de campanha com o que não lhes pertence.

Como planejaram com alguns anos de antecedência, acharam que  o concurso  ganho por um dos mais renomados escritórios estrangeiros seria perfeito para enganar a todos.  Com o aval do IAB engendraram um plano para destruir o autódromo dando lugar a coisa nenhuma. Na verdade, estariam apenas liberando uma área pública, cobiçada há anos pela Carvalho Hosken, para construção de blocos residenciais no futuro. Mas, o Ministério Público já declarou que o IAB é suspeito no concurso do Porto e já anulou o mesmo. Poderia anular também o concurso do Parque Olímpico com o mesmo argumento.

Este projeto de “sustentável”não tem nada! Este termo só cabe nesta situação tendo em vista que aqueles que engedraram este plano pretendem se sustentar  por mais 4 anos no poder.


[1] – Esta remodelação previa a continuidade dos shows para 1500 pessoas, já que a Arena está arrendada ao HSBC por 30 anos.

Written by Pescador de informação

7 de Julho de 2012 at 17:46

DEU NO NEW YORK TIMES

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A preparação do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos foi manchete deste prestigiado jornal nesta semana com a matéria entitulada: Moradores de favela desafiam preparação do Rio para se tornar Cidade Olímpica. Clique aqui para ver. Bem grande e divulgada na primeira página, a reportagem é preconceituosa, pois demoniza estes moradores e os apresenta como um obstáculo a esta preparação. Apesar disso, tem o mérito de divulgar que este não é o único problema das Olimíadas cariocas e que a política faz a sua parte em contribuir para os atrasos, com escândalos de corrupção envolvendo funcionários do alto escalão dos esportes.

Especificamente em relação ao Parque Olímpico o jornal destaca a resistência dos moradores de Vila Autódromo como o principal obstáculo à construção do mesmo, passando ao largo do problema do Autódromo e imputando exclusivamente a esta comunidade a culpa pelas coisas não estarem correndo como o planejado.

Em compensação, diz que o governo municipal do Rio de Janeiro pagou a duas empresas imobiliárias mais de US$ 11 milhões para reassentar os moradores da Vila Autódromo e que as duas empresas doaram fundos para a campanha de Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.

Por outro lado, o site Uol que apresentou uma versão integral da mesma matéria do NYTimes, apresenta a CBA como vilã e como uma segunda ameaça à Prefeitura, numa notícia entitulada “Consórcio e prefeitura ignoram ameaças e preveem obras no Parque Olímpico em 2 meses “.

Gente, que tipo de jornalismo é este que vem sendo praticado no Brasil? Será que existe algum rodízio nas redações que impedem os jornalistas que cobrem determinados assuntos de se aprofundarem sobre os mesmos? Ou, simplesmente, eles copiam os releases que a Prefeitura manda sem questionar e sem acrescentar nada?

Em nenhum momento se disse que tantos os moradores da Vila como o Autódromo já estavam ali há anos quando o COB e a Prefeitura do Rio se candidataram à sede dos Jogos de 2016. Não relembraram sequer 2007 e o maldito PAN. Além disto, não questionam nada os números desta licitação.

Pois desafiamos nossos leitores a fazerem de cabeça a seguinte conta: peguem a soma de quanto valeria hoje o terreno do Autódromo e adicionem R$ 525 milhões (quantia que a Prefeitura vai pagar ao consórcio). A seguir diminua desta soma o valor do que for construído no terreno (as chamadas benfeitorias).

Difícil? É só dar uma olhada ano Projeto do Parque Olímpico e verão que há pouquíssima coisa a ser construída para os Jogos Olímpicos de 2016 e a construção é de responsabilidade da União. A maioria das obras é de preparação do terreno, ou seja, não haveria necessidade de demolir o Autódromo, nem remover a Vila Autódromo para que essas instalações fossem feitas.

Mas, voltemos a nossa conta lembrando que após 2016 todas instalações, inclusive o Velódromo, a Arena e o Maria Lenk poderão ser removidas dando lugar a condomínios de casas e apartamentos para serem comercializados por estas construtoras. Agora conseguiram vislumbrar o quanto elas irão lucrar? A Prefeitura vai lhes pagar para receberem como doação um terreno que é do Estado e construírem com o dinheiro da União. Assim, além de embolsarem R$525 milhões, após 2016 serão legalmente donas do imenso terreno onde está o Autódromo de Jacarepaguá.

Talvez este seja o legado que Nuzman, Eduardo Paes e Cabral tanto mencionam. Pois, passando no nariz de todo mundo uma imensidão de terras públicas para as mãos de particulares, é óbvio que terão também o seu quinhão…

Este sim, será um legado para as gerações futuras (deles) não botarem defeito!

Written by Pescador de informação

7 de Março de 2012 at 16:33