Autódromo de Jacarepaguá: Patrimônio do Esporte Brasileiro

Memória viva do Autódromo de Jacarepaguá

Prefeito diz que é “absurdo demolir o Velódromo”. Será que ele não sabia?

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Ontem o Prefeito Eduardo Paes declarou-se contra a demolição do Velódromo e empurrou para o COI a decisão de destruí-lo ou não. Segundo ele, não se pode destruir  algo que custou 14 milhões, dinheiro desta cidade. Mentira deslavada, alegar que não tinha conhecimento anterior deste fato e atribuir a culpa única e exclusivamente ao COI.

A destruição do Velódromo e do Autódromo de Jacarepaguá já estavam programadas e previstas pelo edital do Concurso do Parque Olímpico.

Em um post anterior, Absurdo! Apenas duas instalações do Parque Olímpico serão permanentes, mostramos em detalhes o motivo pelo qual o Velódromo sairá: a construção de uma marina que ligará  um margem a outra da lagoa de Jacarepaguá. Do outro lado já existem condomínios como Alphaville, Quintas do Lago cujos terrenos  foram vendidos com a promessa de que um dia haveria uma marina e uma ponte ligando as duas margens. Do lado que fica o autódromo, após 2016 serão erigidos condomínios deste tipo. Como esta verdade é indecente, a Prefeitura do Rio e o COB estão dando a desculpa de que tanto o autódromo quanto o velódromo  estão obsoletos.

Como este blog pretende ser um arquivo  vivo desta destruição programada, caso não encontrem estes documentos nos links mencionados pelo post, podem escrever uma mensagem nos comentários que enviaremos.

Não percam o próximo post sobre os verdadeirros custos das instalações do PAN.  Teriam sido gastos  só 14 milhões com o Velódromo?

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Written by Pescador de informação

16 de Julho de 2012 at 17:22

Ajudem, Participem, Divulguem!

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Imagem

Este cartaz foi postado no grupo Jacarepaguá para sempre do Facebook por um de seus usuários. Apoiamos a iniciativa surgida espontanemente neste grupo de fãs do automobilismo!  Apóie você também, leve apitos, buzinas, faixas, cartazes, nariz de palhaço. Mas, sem violência, pois é um protesto pacífico.

Written by Pescador de informação

11 de Julho de 2012 at 22:32

Destrói tudo agora? Ou destrói aos pouquinhos?

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Desde 2008 quando este blog começou a divulgar um abaixo assinado em apoio a CBA pela permanência do Autódromo de Jacarepaguá, nada foi tão negativo para o destino do mesmo quanto a pretensa “inauguração” de ontem. Ou, como disse o jornal O Globo que poderia perfeitamente substituir o o Diário oficial do Município do Rio: o lançamento da pedra fundamental das obras no autódromo. Tiveram que inventar um nome complicado como este porque não existia nenhuma obra até aquela data.  O que o telejornal RJTV mostrou foram 3 operários laçando as arquibancadas com uma corda, um discurso de Nuzman com ½ duzia de atletas e Eduardo Paes ao fundo. DEPRIMENTE!

Bem, este não seria um fato para preocupação, pois o discípulo Eduardo Paes demonstra ter aprendido bem a lição de seu mentor Cesar Maia e, em época de eleições, não se cansa de lançar factóide. Como bom aluno ele faz até melhor que Maia e encena para a Globo aquilo que será manchete no dia seguinte. Não se preocupa nem com as outras emissoras e com os outros jornais porque elas repetirão aquilo que o seu “Diário Oficial”, muito bem pago, disser.

O que deve ser  motivo de preocupação para nós neste momento é:  o silêncio da CBA e da FAERJ. Alguém poderia dizer: foram pegos de surpresa. MENTIRA!

Vamos aos fatos:

Durante o tempo em que CBA fez valer o acordo  e resistiu as investidas do prefeito do Rio de Janeiro, não permitindo que tocasse no Autódromo de Jacarepaguá, reacendeu as esperanças do automobilismo carioca. Por outro lado… Enquanto houve o impasse, o passe da CBA e da FAERJ ficou valorizado!

A coisa começou a degringolar a partir daquela reunião que aconteceu em Brasília com a presença de 3 ministros, representantes do governos estadual e municipal. A conversa começou a mudar, quiseram desqualificar o acordo com argumentos fajutos, aceitaram pretenso cronograma, até que a  bomba estourou ontem.

No jornal O Globo hoje, Luis Magalhães afirma em meio a um monte de sandices que a concessionária Rio Mais vai demolir até maio de 2013 todas as estruturas do Autódromo de Jacarepaguá. A pista e o restante das estruturas começam a ser derrubadas no fim deste mesmo ano.

Pera aí, mas que conversa é esta? A quem eles pensam que enganam? Se o autódromo de Deodoro não está pronto, aliás não tem nem sinal dele, não tem que permitir que se destrua nem um tijolo de Jacarepaguá!

Esta história cheira mal, parece aquela do estupra, mas não mata, ou melhor, está na cara que na reunião de Brasília, ou noutra qualquer, foi combinado  que se o Autódromo de Jacarepaguá fosse destruído aos pouquinhos ninguém poderia culpar estas duas entidades.

Uma OVA!

O fato do  Autódromo de Jacarepaguá ser destruído como quer este cronograma não isenta os atuais dirigentes da CBA e da FAERJ, seus advogados e toda esta corja fajuta de aproveitadores de culpa no cartório. Afinal, de maneira nenhuma eles estão de pés atados como querem fazer crer. Se não podem defender o Autódromo de Jacarepaguá peçam demissão de seus cargos que outras pessoas dignas o farão.

Felizmente, eles não conseguirão destruir o automobilismo carioca,  muito pelo contrário, o momento é de união. Portanto, se tudo isto se confirmar é bom que peguem as suas respectivas boladas e sumam daqui o quanto antes.

No próximo post este O Blog vai lançar o concurso: Como transportar um Velódromo nas costas daqui até o Piauí?

Written by Pescador de informação

8 de Julho de 2012 at 0:40

Absurdo! Apenas duas instalações do Parque Olímpico serão permanentes

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O Prefeito Eduardo Paes dando prosseguimento a sua missão de destruir o Autódromo de Jacarepaguá assinou um decreto desafetando o uso daquela área. Não se sabe se foi apenas um factóide, já que o terreno está registrado em nome da Caixa de Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Fizemos abaixo uma análise detalhada do projeto do Parque Olímpico a fim de expor os principais motivos pelos quais o governo Federal não deve ceder às pressões do senhor Prefeito e das empreiteiras deste consórcio, pois o que se pretende fazer com a área é algo totalmente ilegal e descabido. Trata-se da destruição de um circuito histórico e de um Velódromo recém construído para dar lugar a apenas duas instalações permanentes: um outro velódromo e a uma pista de atletismo descoberta.

Segundo o pré-projeto da candidatura do Rio às Olimpíadas de 2016, as instalações que seriam construídas no Parque Olímpico eram a princípio, um Centro Olimpico de Treinamento  e  um Centro de Mída. Isto foi modificado após alguns meses, depois da campanha pró Porto Maravilha e de algumas visitas do COI, a Prefeitura do Rio resolveu que  o Centro de Mída  iria para a região do porto.

No edital do concurso do Parque Olímpico estavam previstos a construção de um Centro Olimpico de Tênis, um Centro Aquático Olimpico, uma área de recreação, uma praça para patrocinadores, um estacionamento para 3500 automóveis, além da remodelação da Arena Multiuso[1] e do Maria Lenk.

O projeto vencedor do concurso feito pela AECOM, seguindo o edital, apresentou 3 versões para instalações na área do Autódromo: a primeira  chamada de modo jogos, uma segunda versão que podemos chamar de intermediária e ainda uma terceira versão: modo legado. No modo intemediário algumas instalações sairiam para dar lugar a prédios residenciais da versão final do Parque: o chamado “legado”.

Assim, além das instalações existentes, o Maria Lenk e a Arena Multiuso,  na versão legado permaneceriam apenas um novo Velódromo e uma pista de atletismo descoberta. O Centro Olimpico de Treinamento, teria uma grande parte removida na versão legado.

Pelo projeto no lugar do Velódromo ficará o Centro Olimpico de Tênis. Nele estão previstos uma quadra maior para 10.000 espectadores e  6 quadras de treinamento menores. Vejam quanto desperdício:  esta quadra maior foi projetada exatamente no local do atual Velódromo, construído para o PAN 2007 e de acordo com o edital será demolido em 2013. Esta farra do se constrói hoje para demolir amanhã está prevista em edital homologado pelo IAB e pela Prefeitura do Rio.

O verdadeiro motivo deste Parque Olímpico é doar estas cobiçadas terras públicas ao consórcio de empreiteiras.  O fato do atual Velódromo dar lugar a uma  quadra de Tênis é apenas um pretexto planejado em Edital público. No modo pós-jogos,haverá uma marina e uma ponte ligando este lado ao outro da lagoa e o atual  Velódromo fica exatamente em frente a este local estratégico. Tanto assim que o edital prevê que após 2016 a quadra de tênis também será destruída, provavelmente para dar acesso à marina que ligará o “futuro condomínio” construído no terreno do autódromo aos condomínios do outra margem.

As imagens  abaixam mostram claramente como a quadra de Tênis que aparece no modo jogos será eliminada no modo legado.

A quadra de tênis para 10.000 espectadores

Prédios no lugar da quadra de tênis para 10.000 espectadores.

Todas as outra instalações serão provisórias:

– 2 quadras de hóquei;

– Um centro aquático com piscina de padrão Olímpico usando tecnologia de última geração;

– Uma área de lazer;

Aqui está o link para o Masterplan completo.

Vejam a imagem abaixo e imaginem o custo destas instalações provisórias que se utilizam de estruturas metálicas com paredes infláveis. Não esqueçam que o custo de todas elas ficará a cargo do Governo Federal. Aos empreiteiros do consórcio vencedor cabem apenas as obras de infra-estrutura.

Esta é uma verdadeira farra com o dinheiro público: encomendaram um projeto a um escritório de arquitetura estrangeiro, mascararam este fato com um concurso e ainda premiaram este projeto com 150 mil reais. Tratam com total escárnio a coisa pública e fica fácil entender como os Megaeventos se transformaram na maior oportunidade de premiar seus amigos empreiteiros doadores de campanha com o que não lhes pertence.

Como planejaram com alguns anos de antecedência, acharam que  o concurso  ganho por um dos mais renomados escritórios estrangeiros seria perfeito para enganar a todos.  Com o aval do IAB engendraram um plano para destruir o autódromo dando lugar a coisa nenhuma. Na verdade, estariam apenas liberando uma área pública, cobiçada há anos pela Carvalho Hosken, para construção de blocos residenciais no futuro. Mas, o Ministério Público já declarou que o IAB é suspeito no concurso do Porto e já anulou o mesmo. Poderia anular também o concurso do Parque Olímpico com o mesmo argumento.

Este projeto de “sustentável”não tem nada! Este termo só cabe nesta situação tendo em vista que aqueles que engedraram este plano pretendem se sustentar  por mais 4 anos no poder.


[1] – Esta remodelação previa a continuidade dos shows para 1500 pessoas, já que a Arena está arrendada ao HSBC por 30 anos.

Written by Pescador de informação

7 de Julho de 2012 at 17:46

A Rio + 20, o Autódromo de Jacarepaguá, sua importância estratégica e seu futuro

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A conferência da Nações Unidas para de Meio Ambiente de 2012 vai marcar para sempre a história do Autódromo de Jacarepaguá como um ponto chave para a realização de grandes eventos na cidade do Rio de Janeiro. Especificamente neste evento, coube ao Exército do Brasil, país sede da conferência, fazer a segurança, pois toda a área do Riocentro se tornou território da ONU. Não fosse este espaço estratégico, talvez a Rio + 20 não pudesse ter sido acontecido,

Durante cerca de 20 dias as instalações do Autódromo foram ocupadas por tropas que  fizeram dali o seu ponto de apoio. Além de um contingente ficar acampado, foi colocado um radar gigantesco de frente para a Lagoa de Jacarepaguá, mais precisamente na pista do clube CEU (ultraleve) para monitorar o espaço aéreo. Mesmo em péssimo estado de conservação, a área dos boxes e principalmente a sala de imprensa, serviram de base para estas operações.

Em termos de segurança, a última quarta-feira, data da abertura da conferência, foi o dia de maior tensão, pois estava programada a realização de um ato pela Cúpula dos Povos (evento paralelo à conferência) em apoio aos moradores da Vila Autódromo. Como todos já devem saber, esta comunidade está ameaçada de remoção, assim como o Autódromo, para a construção do chamado Parque Olímpico.

Apesar de ser um evento que constava do calendário oficial da Cúpula, portanto  totalmente pacífico  e autorizado, foi montado um verdadeiro aparato de guerra contra esta manifestação onde eram esperadas cerca de 5.000 pesssoas. O exército fez o seu papel e desde 5h da manhã, os helicópteros começaram a  sobrevoar a área. Durante todos os dias da conferência existiu um bloqueio na Avenida Salvador Allende para impedir as pessoas não credenciadas de ultapassar a ponte do Arroio Pavuna. O batalhão ali localizado tinha a presença diária de tanques, esquadrão anti-bomba e máscaras de gás.

A nota distoante foi dada pela Prefeitura do Rio que querendo esvaziar o ato e parecendo não confiar no exército, montou bloqueios na Av. Abelardo Bueno para impedir os manifetantes de chegar ao local. Dos cerca de 1800 representates dos povos indígenas, apenas uns 100 conseguiram chegar. Os bloqueios montados pela CET Rio a mando do Secretário da Prefeitura Carlos Osório causaram um engarrafamento gigantesco e atrapalharam, inclusive, várias comitivas  que participavam da Rio +20 de chegar ao Riocentro.

Apesar disto, o ato foi realizado de maneira pacífica com a presença de mais de 2.000 pessoas pertencentes a diversos movimentos sociais do mundo, não houve confronto com a tropa do exército que montava barreira e em nenhum momento os índios tentaram ultrapassá-la, como alguns jornais, como o Estadão e a Rede Globo noticiaram. Apenas quando o ato já havia terminado o Sr. Osório chegou ao local todo esbaforido. Tirou algumas fotos da barreira formada pelo exército com o celular e se retirou, sem se identificar e falar com os organizadores do movimento.

Durante o evento toda área em frente às arquibancadas serviu de apoio para os deslocamentos de pessoas que deixavam seus carros estacionados e seguiam em ônibus exclusivos do evento, pois carros particulares não podiam chegar ao Riocentro. A Arena HSBC voltou a se chamar apenas Arena e sediou eventos paralelos à conferência. O jantar que a Presidenta Dilma ofereceu aos chefes de estado foi lá.

Se a Rio +20 não foi aquilo que se esperava em relação ao Meio Ambiente, nem global, nem localmente, pois o futuro que o Prefeito Eudardo Paes planeja, é lotear um dos últimos espaços verdes para a construção de prédios e expulsar as pessoas para bem longe. Espera-se que esta conferência tenha trazido, pelo menos, uma lição para os governos federal, estadual e municipal que querem transformar o Rio em vitrine para o mundo, sediando de diversos eventos internacionais. E a lição é: o complexo do Autódromo de Jacarepaguá é um local estratégico para a segurança, do Riocentro e da Barra da Tijuca. Quando se fala em segurança a coisa muda de figura, pois futuro o futuro de uma cidade onde a tônica é a falta de preocupação social, é sombrio e obscuro. Então, mantenham os locais estratégicos e preparem suas tropas de choque… Ah! Deixem os secretários atrapalhados de fora!

Written by Pescador de informação

22 de Junho de 2012 at 8:27

Para que serve um novo acordo se o primeiro não for cumprido?

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O Rio não pode ficar sem autódromo

 

Prezados leitores,

A campanha O Rio não pode ficar sem Autódromo precisa de apoio. Esta iniciativa foi deflagrada neste fim de semana por André Buriti do Blog SOSAutódromoRJ, durante  a corrida de Fórmula Truck  que aconteceu domingo e a seguir no Twitter através da hashtag #orionãopodeficarsemautódromo.

Para quem não assistiu a corrida nem à transmissão ao vivo da mesma pela Bandeirantes, vamos recapitular: foi aberta um a faixa com a inscrição O Rio não pode ficar sem autódromo Automobilismo também é esporte no grid de largada. Na transmissão, Teo José enfatizou a importância histórica do Autódromo de Jacarepaguá e finalizou com a frase: se era para destruir, porque construir!

Isto foi de importância crucial neste momento em que o Prefeito Eduardo Paes tenta a todo custo empurrar goela abaixo da CBA um  novo acordo, entregando simplesmente um cronograma das obras do Autódromo de Deodoro aos dirigentes da entidade. Segundo matéria do jornal O Globo que pode ser lida aqui  aconteceu uma reunião esta semana com este objetivo. Em resumo ele quer que a CBA libere o Autódromo em troca de um novo acordo. Fez até a promessa estapafúrdia de incluir as corridas no calendário oficial da cidade???? Mas, que corridas? Se destruírem a pista sem construírem outra,  talvez não haja corridas aqui no Rio nunca mais!

Para a comunidade automobilísstica carioca de que serve um novo acordo se o primeiro não for cumprido? Na verdade, ela não pode ficar sem autódromo nem um dia, que dirá meses e anos. De que serviria mais um pedaço de papel?

Esta forma de agir do prefeito o faz parecer um vendedor daqueles que querem passar gato por lebre e cuja principal arma é aquela retórica cansativa e burra. Daqueles que pensam que sua lábia tem o poder de enganar os trouxas. É verdade que algumas vezes eles até vencem pela insistência, mas não convencem, pois, quando isto acontece lá no fundo se tem  consciência de estar sendo levado na conversa.

Diante disto,  pense e diga honestamente se você emprestaria sua bicicleta a Eduardo Paes?

Então, não há motivo para que a CBA caia na sua lábia de vendedor barato. A não ser que haja algo mais neste pacote. Me refiro a propina, dinheiro ou qualquer forma de escambo vantajoso que faça com que os dirigentes da CBA, diretores esportivos, diretores de clubes, advogados, todos eles sejam literalmente comprados!

Bem, não cabe aqui especulações de como isto será ou seria feito, porque haveria muita gente envolvida neste pacote. Além disto, até  o presente momento, a CBA tem demonstrado resistir bravamente às pressões.

Mas, cabe repetir o alerta já feito anteriormente em outros posts, quando foi aberto o abaixo assinado neste blog em 2008 contra a destruição do Autódromo de Jacarepaguá. A propósito, ele continua no link ao lado e se você não assinou ainda que tal clicar e assinar, pois ele nunca esteve tão atual.

Acabar com Jacarepaguá antes de construir um novo autódromo é destruir o automobilismo do Rio de Janeiro! Assim, por enquanto, a comunidade automobilística está confiante, mas em estado de vigília permanente em apoio a sua Federação Estadual e a CBA.

 

 

Written by Pescador de informação

6 de Abril de 2012 at 13:29

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DEU NO NEW YORK TIMES

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A preparação do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos foi manchete deste prestigiado jornal nesta semana com a matéria entitulada: Moradores de favela desafiam preparação do Rio para se tornar Cidade Olímpica. Clique aqui para ver. Bem grande e divulgada na primeira página, a reportagem é preconceituosa, pois demoniza estes moradores e os apresenta como um obstáculo a esta preparação. Apesar disso, tem o mérito de divulgar que este não é o único problema das Olimíadas cariocas e que a política faz a sua parte em contribuir para os atrasos, com escândalos de corrupção envolvendo funcionários do alto escalão dos esportes.

Especificamente em relação ao Parque Olímpico o jornal destaca a resistência dos moradores de Vila Autódromo como o principal obstáculo à construção do mesmo, passando ao largo do problema do Autódromo e imputando exclusivamente a esta comunidade a culpa pelas coisas não estarem correndo como o planejado.

Em compensação, diz que o governo municipal do Rio de Janeiro pagou a duas empresas imobiliárias mais de US$ 11 milhões para reassentar os moradores da Vila Autódromo e que as duas empresas doaram fundos para a campanha de Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.

Por outro lado, o site Uol que apresentou uma versão integral da mesma matéria do NYTimes, apresenta a CBA como vilã e como uma segunda ameaça à Prefeitura, numa notícia entitulada “Consórcio e prefeitura ignoram ameaças e preveem obras no Parque Olímpico em 2 meses “.

Gente, que tipo de jornalismo é este que vem sendo praticado no Brasil? Será que existe algum rodízio nas redações que impedem os jornalistas que cobrem determinados assuntos de se aprofundarem sobre os mesmos? Ou, simplesmente, eles copiam os releases que a Prefeitura manda sem questionar e sem acrescentar nada?

Em nenhum momento se disse que tantos os moradores da Vila como o Autódromo já estavam ali há anos quando o COB e a Prefeitura do Rio se candidataram à sede dos Jogos de 2016. Não relembraram sequer 2007 e o maldito PAN. Além disto, não questionam nada os números desta licitação.

Pois desafiamos nossos leitores a fazerem de cabeça a seguinte conta: peguem a soma de quanto valeria hoje o terreno do Autódromo e adicionem R$ 525 milhões (quantia que a Prefeitura vai pagar ao consórcio). A seguir diminua desta soma o valor do que for construído no terreno (as chamadas benfeitorias).

Difícil? É só dar uma olhada ano Projeto do Parque Olímpico e verão que há pouquíssima coisa a ser construída para os Jogos Olímpicos de 2016 e a construção é de responsabilidade da União. A maioria das obras é de preparação do terreno, ou seja, não haveria necessidade de demolir o Autódromo, nem remover a Vila Autódromo para que essas instalações fossem feitas.

Mas, voltemos a nossa conta lembrando que após 2016 todas instalações, inclusive o Velódromo, a Arena e o Maria Lenk poderão ser removidas dando lugar a condomínios de casas e apartamentos para serem comercializados por estas construtoras. Agora conseguiram vislumbrar o quanto elas irão lucrar? A Prefeitura vai lhes pagar para receberem como doação um terreno que é do Estado e construírem com o dinheiro da União. Assim, além de embolsarem R$525 milhões, após 2016 serão legalmente donas do imenso terreno onde está o Autódromo de Jacarepaguá.

Talvez este seja o legado que Nuzman, Eduardo Paes e Cabral tanto mencionam. Pois, passando no nariz de todo mundo uma imensidão de terras públicas para as mãos de particulares, é óbvio que terão também o seu quinhão…

Este sim, será um legado para as gerações futuras (deles) não botarem defeito!

Written by Pescador de informação

7 de Março de 2012 at 16:33